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Magical agora é investida pela Shiva.

A Shiva, fundada por Lucas Marques, ex-COO do Méliuz, investe em empresas construídas com inteligência artificial. Uma visão que compartilhamos: transformar o potencial da IA em resultados reais para cada cliente.

Shiva

Venture capital
Fundada por Lucas Marques

POR TRÁS DA SHIVA

MonasheesEndeavor Catalyst

Fundos de referência que investem na Shiva.

Ler no Brazil Journal

Agentes de IA: como medir o custo por tarefa concluída na sua operação

Aprenda a medir o custo por tarefa concluída por agentes de IA, incluindo revisão humana e retrabalho, antes de ampliar a operação.

Para medir o custo de um agente de IA, divida o custo operacional do fluxo pelo número de tarefas concluídas e aceitas no mesmo período. Inclua o uso da tecnologia, a revisão humana e o retrabalho. Registre o investimento inicial separadamente para avaliar a expansão.

Essa conta responde a uma pergunta concreta: quanto custa entregar uma cotação utilizável, registrar um pedido correto ou confirmar um agendamento válido?

Uma conversa encerrada pode deixar trabalho pendente. Uma resposta rápida pode exigir correção. Por isso, o indicador precisa acompanhar o que a equipe consegue usar no processo seguinte.

Defina a entrega que realmente conta

Escolha uma unidade de trabalho com começo, fim e critério de aceite. A definição deve ser entendida da mesma forma pela operação e por quem implementa a solução.

  • Operação: Logística; Unidade de trabalho: Cotação preparada; Critério de conclusão sugerido: Dados obrigatórios completos e cálculo conferido conforme a regra comercial
  • Operação: Indústria; Unidade de trabalho: Pedido encaminhado à produção; Critério de conclusão sugerido: Cadastro, itens e condições validados; registro aceito pelo sistema de destino
  • Operação: Varejo automotivo; Unidade de trabalho: Agendamento de serviço; Critério de conclusão sugerido: Veículo, unidade, serviço e horário confirmados, sem duplicidade

Esses são exemplos de desenho de indicadores, não resultados de clientes. Em cada empresa, o responsável pelo processo deve ajustar o aceite.

O sistema de destino precisa confirmar a conclusão. A Anthropic destaca essa diferença em sua documentação de avaliação: o que um agente relata ter feito pode divergir do estado final do sistema. Uma avaliação deve conferir o resultado efetivo. Fonte: Anthropic.

Monte a conta com os custos do fluxo completo

Uma fórmula inicial é:

Custo por tarefa concluída = custo operacional do fluxo no período ÷ tarefas concluídas e aceitas no período.

No numerador, considere os componentes aplicáveis:

  • Uso de modelos, infraestrutura e ferramentas alocados ao fluxo.
  • Telefonia ou mensagens, quando utilizadas.
  • Tempo de revisão, correção e tratamento das exceções.
  • Suporte e manutenção recorrente atribuíveis ao processo.

Uma tarefa que exige três tentativas gera custos nas três tentativas. Conte sua conclusão uma única vez. Uma solicitação cancelada também pode consumir recursos: mantenha esse custo na conta e registre o cancelamento separadamente.

Para despesas compartilhadas, escolha um critério de rateio e mantenha-o consistente. Sem isso, a aparente melhora pode vir apenas de uma mudança contábil.

O investimento de implantação merece uma linha própria. Misturá-lo com o consumo de uma semana torna a comparação difícil. Na decisão de expansão, apresente tanto o custo recorrente quanto o investimento adicional necessário.

Exemplo: a ferramenta mais barata pode deixar a operação mais cara

Imagine dois desenhos para o mesmo fluxo, avaliados no mesmo período e com solicitações de complexidade comparável. Os valores abaixo são inteiramente hipotéticos.

  • Item mensal: Tecnologia e canais; Desenho A: R$ 2.000; Desenho B: R$ 3.500
  • Item mensal: Revisão, retrabalho e suporte; Desenho A: R$ 6.000; Desenho B: R$ 2.500
  • Item mensal: Total recorrente; Desenho A: R$ 8.000; Desenho B: R$ 6.000
  • Item mensal: Tarefas concluídas e aceitas; Desenho A: 800; Desenho B: 1.000
  • Item mensal: Custo por tarefa concluída; Desenho A: R$ 10; Desenho B: R$ 6

O desenho B custa mais em tecnologia, mas menos por entrega aceita nesse cenário. Isso ainda não basta para aprová-lo: é preciso verificar qualidade, prazo, volume de entrada e investimento de implantação.

A HappyRobot aborda uma questão semelhante em seu conteúdo recente: a escolha de modelos deve considerar custo e resultado do processo em conjunto. Essa referência orienta a pergunta de avaliação; não implica que a Magical ofereça as funcionalidades da plataforma HappyRobot. Fonte: HappyRobot sobre custos.

Acompanhe qualidade e prazo junto com o custo

Use um painel curto, com indicadores que expliquem a operação:

  • Indicador: Custo por entrega aceita; O que observar: Quanto custa concluir o trabalho
  • Indicador: Taxa de conclusão; O que observar: Qual parcela das solicitações elegíveis chega ao aceite
  • Indicador: Taxa de retrabalho; O que observar: Quantas entregas precisam de correção
  • Indicador: Tempo até o aceite; O que observar: Quanto o cliente ou a próxima área espera
  • Indicador: Intervenção humana; O que observar: Onde a equipe precisa assumir e por qual motivo

Separe fluxos simples de situações com exceção. Em logística, uma rota recorrente e uma cotação com condição comercial excepcional podem exigir esforços diferentes. No varejo automotivo, confirmar um horário disponível é diferente de resolver uma incompatibilidade entre serviço, veículo e agenda.

Defina também quais erros impedem a expansão. Registrar um pedido incorreto ou confirmar uma condição sem autorização não deve desaparecer dentro de uma média de custo favorável.

Compare versões em condições semelhantes

Antes de alterar o modelo ou o fluxo, registre a versão atual e a regra de aceite. Compare períodos ou grupos com composição de solicitações semelhante e mantenha visíveis diferenças de canal, unidade, turno e complexidade.

Quando houver volume e condições adequadas, um experimento controlado pode ajudar a separar o efeito da mudança das oscilações da operação. A HappyRobot descreve esse uso de testes A/B, com uma métrica principal definida antes da análise. Fonte: HappyRobot sobre experimentos.

Em baixo volume, trate a conclusão como preliminar. Revise os casos individualmente e acumule evidência antes de extrapolar para toda a empresa. Uma melhoria em uma unidade pode depender de dados ou de uma rotina que outras unidades ainda não têm.

Tempo liberado precisa ter um destino

O projeto da RBR Transportes ilustra por que vale medir uma tarefa concreta: a página do case relata cotações de frete geradas em segundos, comparadas a um fluxo manual em planilha de cerca de 30 minutos, com custos e margem no mesmo processo. Esse resultado pertence ao escopo daquele projeto; a página não fornece os custos necessários para calcular o indicador deste artigo.

Na sua operação, tempo liberado pode permitir atender mais solicitações, reduzir fila ou melhorar a análise comercial. Registre qual dessas mudanças aconteceu. Horas disponíveis não representam automaticamente redução de despesa ou receita adicional.

Se a proposta for crescer, acompanhe o que vem depois: propostas enviadas, pedidos aceitos ou serviços efetivamente realizados, conforme o fluxo. Isso aproxima a avaliação do resultado que justificou o projeto.

Decida o próximo passo com a operação

A ampliação faz sentido quando a entrega atende ao critério de aceite, o custo total cabe na operação e as exceções têm responsáveis. Se o ganho desaparecer com a revisão humana, investigue onde o trabalho retorna. Pode faltar dado, integração ou uma regra mais clara.

A solução pode combinar agentes de IA, automação de processos e desenvolvimento sob medida, conforme o trabalho que precisa melhorar.

Quer entender qual indicador usar no seu processo? [Converse com um sócio da Magical](https://magicalsolutions.ai/#conversa) sobre a operação, a oportunidade e um piloto que permita avaliar o resultado antes de expandir.

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